sábado, 23 de junho de 2012

Os dez Livros que Marcaram os Jovens por Gerações

10º A Volta ao Mundo em 80 dias - de Julio Verne
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Lançado em 1873, o clássico de Júlio Verne atravessou gerações e até hoje é considerado um marco da literatura. O livro conta a história de um homem rico, solitário e regrado, que abre mão do conforto e leva adiante uma aposta nada modesta: dar a volta ao mundo em 80 dias. Esse desprendimento é o que chama a atenção de adolescentes há décadas e coloca a obra entre os livros favoritos e indispensáveis que devem ser lidos antes dos 30 anos. O trabalho de Verne também foi adaptado para o cinema. As duas versões mais populares são as de 1956 e 2004.




Medo e Delírio, em Las Vegas - de Hunter S. Thompson





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Um dos responsáveis pela popularização do gênero jornalismo gonzo, Hunter S. Thompson está na lista de autores considerados ícones da literatura jovem. Sempre associado à tríade  sexo, drogas e rock’n'roll, o jornalista transformou suas experiências em relatos que marcaram o fim da era hippie e registraram os constantes conflitos entre os conservadores e libertários nos EUA. EmMedo e Delírio em Las Vegas, um repórter e seu advogado cruzam o deserto de Nevada a bordo de um carro conversível, totalmente entorpecidos por substâncias ilícitas. O objetivo do jornalista é cobrir uma corrida de motocicletas em Las Vegas. A obra ganhou uma adaptação para o cinema de nome homônimo, lançada em 1998. No longa, Raoul Duke, o repórter, é interpretado por Johnny Depp, enquanto Benicio Del Toro vive o Dr. Gonzo, o enigmático advogado.



Romeu e Julieta - de Shakespeare
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A mais clássica de todas as histórias de amor foi e sempre será referência entre os jovens. A tragédia, escrita em 1591, conta a história de dois apaixonados, Romeu e Julieta, que são impedidos de ficar juntos por causa de uma briga entre suas famílias (Capuleto x Montecchio). Mesmo depois de um casamento em segredo, o par é separado por mais uma turbulência familiar, o que justifica o exílio de Romeu e o casamento de Julieta com um jovem nobre. Em uma medida desesperada, o Frei dá à Julieta um elixir para que a garota se finja de morta. Uma carta do Frei explicando a estratégia é enviada a Romeu, mas a correspondência se perde. Quando o apaixonado Montecchio fica sabendo da suposta morte de sua amada, decide voltar à Verona. Ao encontrar o corpo de Julieta, Romeu decide tirar a sua própria vida. Bom, nem precisamos contar o que acontece depois, né?


Os Sofrimentos do Jovem Werther - de Goethe
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O romance de Johann Wolfgang von Goethe, escrito em 1774, é um daqueles livros que chamam a atenção pelo exagero. O protagonista, o jovem Werther, se apaixona loucamente por uma mulher, Charlotte, que por sua vez é comprometida com um homem 11 anos mais velho. Impedido de casar com ela, Werther decide se tornar amigo do casal, o que lhe causa um sofrimento sem tamanho. A dor, compartilhada a todo o momento com o leitor, leva o pobre apaixonado a cometer insanidades. O fim da sua história, uma das mais dramáticas da literatura mundial, já levou milhares de pessoas a testemunharem o ápice da loucura, consequência de um amor irreal, descabido e não correspondido. Napoleão Bonaparte destacou o livro de Goethe como um dos mais importantes trabalhos literários realizados no continente. Será que ele chorou no final?


Laranja Mecânica - de Anthony Burgess
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O protagonista do livro Laranja Mecânica, escrito por Anthony Burgess, é um adolescente chamado Alex, que narra uma história futurista sobre uma sociedade violenta e um governo totalitário. Considerado um ícone literário da alienação pós-industrial do século XX, a obra ganhou ainda mais destaque ao ser levada para o cinema, em uma extraordinária versão dirigida por Stanley Kubrick, em 1971. O livro foi escrito em 1962 e é repleto de um vocabulário próprio, criado por Burgess, baseado em termos eslavos. O nome do livro é inspirado em uma velha expressão cockney, espécie de dialeto da classe trabalhadora da Grã-Bretanha.


O Diário de Anne Frank - de Anne Frank
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O livro, uma das histórias mais marcantes da II Guerra Mundial, conta em primeira pessoa os conflitos pelos quais passa uma jovem adolescente que tenta sobreviver à perseguição nazista. O seu diário, publicado pela primeira vez em 1947, mostra a rotina de uma família judia que vive em Amsterdã, na Holanda, durante a ocupação dos seguidores de Hitler. Anne Frank morreu aos 15 anos, após ser enviada ao campo de concentração Bergen-Belsen. O seu diário é considerado por muitos especialistas um dos melhores registros da guerra e do impacto que ela causa na vida do ser humano.


On the Road, Pé na Estrada - de Jack Kerouac
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Que adolescente, neste mundo inteiro, não se sentiria atraído por um livro capaz de incentivar, mesmo que indiretamente, a fuga de casa? É isso que On the Road, de Jack Kerouac, faz com tamanha maestria. Considerado a bíblia da Geração Beat, e um grande expoente do movimento que relatou durante anos o submundo da juventude anticonformista americana, o livro foi escrito em 1951 e conta a história de dois jovens que, com apenas uma mochila a tiracolo, viajam os Estados Unidos de costa a costa incentivados pelo jazz, poesia e drogas. Existem muitas lendas acerca de On the Road. Uma delas dá conta de um dado curioso: a obra de 320 páginas teria sido finalizada em apenas três semanas. Muitos artistas se dizem influenciados pelo livro de Kerouac. Bob Dylan afirmou que Pé na Estrada mudou a sua vida, enquanto Tom Waits compôs a música Home I’ll Never Be em homenagem ao autor, considerado uma “figura paterna” pelo próprio músico.


Admirável Mundo Novo - de Aldous Huxley
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Admirável Mundo Novo, livro de Huxley publicado em 1932, é leitura obrigatória entre entusiastas de ficção científica. A obra narra um mundo futurista, onde as pessoas são condicionadas biologicamente e psicologicamente a se adaptarem a uma série de regras sociais, impostas em uma sociedade organizada por castas. No universo criado pelo autor não existem ética religiosa, o conceito da família ou valores morais. A qualquer dúvida ou insegurança, os habitantes tomam uma droga chamada soma, capaz de fazer desaparecer qualquer indagação. Henry Ford, inventor da linha de montagem, é quem ocupa o lugar de divindade máxima da sociedade. É ele quem administra o setor de incubação, onde são gerados centenas de fetos em série. Brave New World, como é chamada a obra em inglês, foi inspirada em um livro de H. G. Wells, Men Like Gods.


O Apanhador no Campo de Centeio - de J. D. Salinger
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Um clássico que marcou gerações, The Catcher in the Rye, em seu título original em inglês, foi escrito em 1951 pelo americano J.D. Salinger. Originalmente direcionado ao público adulto, o livro acabou se popularizando entre leitores adolescentes, graças aos seus temas centrais: alienação e rebeldia. A trama se desenrola em torno do anti-herói Holden Caulfield, um jovem de 17 anos que é expulso de um colégio por causa de suas notas baixas. Ao invés de esperar a notícia chegar aos seus pais, ele foge da escola no meio da noite, pega um trem para Nova York e decide ficar em um hotel. É nesse local impessoal que Caulfield conhece a bebida, as mulheres e um estilo de vida bastante controverso para a época. Ele vaga pela cidade e revela aos poucos o seu passado, a sua família, os seus questionamentos. Uma das características do livro é a linha do fluxo de consciência do protagonista que atropela a história e faz com que assuntos completamente desconexos se cruzem em momentos pouco apropriados. A estratégia, usada propositalmente pelo autor, expressa a instabilidade emocional de Caulfield, seus anseios e uma linha de pensamento comum entre jovens de sua idade.


                                                                        1º Lugar
                                                     Crime e Castigo - de Dostoievski
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O romance russo publicado em 1866 narra a história de um homem culto, mas extremamente pobre, que passa todo o seu tempo angustiado, à espera de melhores condições de vida. Para tentar permear o complexo universo de Raskólnikov, Fiódor Dostoiévski divide o personagem em dois: ordinário e extraordinário. A trama se desenvolve em torno do planejamento da morte de um agiota, o que, segundo o protagonista, faz parte de um projeto maior de mudança da sociedade. Embora exija maturidade, Crime e Castigo é um dos clássicos livros lidos por jovens de todo mundo há muitas gerações. Ele é baseado em uma visão particular sobre religião e existencialismo e mostra, a grosso modo, a vida de um jovem que busca a salvação por meio do sofrimento. No Brasil, o clássico de Dostoievski ganhou uma adaptação para o cinema. O filme chamado Nina, dirigido por Heitor Dhalia, foi lançado em 2004.









Os países mais perigosos do Mundo


Conheça os países capazes de causar os maiores danos ao maior número de pessoas na Terra nos próximos anos.

Venezuela
Hugo Chávez certamente não vai deflagrar uma guerra mundial. Mas, tendo em vista a sua influência maligna ao redor do hemisfério, o seu apoio aos terroristas das FARC e a sua amizade com os governos da Rússia, China e Oriente Médio, fica evidente que a Venezuela e seu coronel ditador são os mais prováveis causadores de danos para muitas vidas na América Latina e no mundo, num futuro próximo.

Iraque e Arábia Saudita 
O capítulo final da história atual do Iraque ainda não foi escrito. Saddam Hussein talvez não tenha sido uma ameaça tão grande quanto George Bush afirmava, mas a desintegração do seu país – principalmente no Curdistão – significa uma forte desestabilização na região e cria graves problemas com a Turquia, o Irã e a Rússia. Os sauditas são favoráveis ao terrorismo, o futuro da sua sucessão é negro, eles podem ser um dos primeiros a responder ao programa nuclear do Irã com seu próprio programa e, além de tudo, controlam a OPEP. É claro que o Iraque tem que fazer parte desta lista.
União Europeia
A Europa deveria ser uma garantia de estabilidade para o planeta. Mas, infelizmente, não é. Porque uma União Europeia sem um esquema de política externa válido, sem a capacidade de amparar sua parte do fardo militar, associado a manter o mundo a salvo e, além disso, com um euro instável e com membros em excesso, cria um vazio onde deveria existir a força de que o mundo precisa. Muitas vezes, a ameaça maior vem precisamente daqueles que deveriam se manifestar em favor da estabilidade, mas não o fazem.

Nigéria e Congo 
A Nigéria é o maior país da África, um continente que é cada dia mais importante para o planeta, por causa do petróleo e de outros recursos. A África tem um papel relevante no cenário global da energia, mas enfrenta inúmeras ameaças, tanto internamente, quanto de uma vizinhança muito assustadora. O Congo é o local do conflito mais mortal do mundo, na última década, e é o ponto central da divisão regional que faz da instabilidade na África um dos assuntos mais preocupantes para os comandos militares dos Estados Unidos e da Europa.
Israel e Palestina 
Todo mundo sabe que esses são dois países explosivos ao extremo, sem nenhuma dúvida. Movimentos hostis de ambos os lados podem desencadear uma instabilidade regional que impactaria os mercados energéticos mundiais. O único motivo para essa ferida infeccionada estar classificada tão baixo na nossa lista é que todos estão tão acostumados com ela que é provável que tenha consequências restritas, mesmo que esquente até ferver por um longo tempo. Afinal, judeus e árabes brigam desde os tempos bíblicos. Se a briga acabar, eles vão ficar entediados, sem nada interessante para fazer…
Irã
Pouca gente ainda duvida que o aiatolá Ali Khamenei – fanático religioso e líder supremo do Irã – e Mahmoud Ahmadinejad, o presidente que não faz nada sem a bênção dele, são completamente loucos. O sonho de ambos é desencadear uma guerra nuclear, começando com um ataque a Israel, que Ahmadinejad jurou varrer da face da Terra. Se o programa nuclear iraniano originar uma corrida armamentista regional, isso pode aumentar em muito a chance de que algum programa nuclear acabe nas mãos de uma instituição não estatal.

Rússia
A Rússia está colocada, em nossa lista, depois do Paquistão porque a probabilidade de que a vontade de fazer parte do sistema mundial acabe suprimindo os impulsos mais perigosos é bem maior na Rússia. A curto prazo, os russos são mais perigosos como incentivadores de desordens regionais e de atritos diplomáticos do que como uma ameaça militar direta para qualquer país longe da sua vizinhança. Morar naquela vizinhança, no entanto, não é nada confortável. Além disso, a imagem mais recente de Vladimir Putin, nu da cintura para cima e montado num cavalo, é de deixar qualquer um preocupado…

Paquistão
O Paquistão mal chega a ser operante nas partes do país onde o governo tem algum controle. Existem partes do país que nunca admitiram a ideia de uma nação paquistanesa. Junte a isso armas nucleares, o impacto na Índia e no Afeganistão, a Al Qaeda e o Talibã e o país que virou símbolo do Islã radical é um lugar com enorme potencial para enfrentamentos explosivos, algo que, sem dúvida, será muito complicado para o mundo, nos próximos tempos.

China
Não é provável que a China seja uma ameaça para os Estados Unidos ou para qualquer país, neste momento ou num futuro próximo. Ela está no segundo lugar da nossa lista, pelo mesmo motivo que o país que ocupa o primeiro lugar (a seguir) está, ou seja, os países mais perigosos são aqueles com maior poder. Eles exibem seus músculos econômicos, políticos e militares e têm maior impacto. No caso da China, o país não tem um papel internacional proporcional ao seu poder e isso vai desequilibrar o sistema. Além disso, os chineses têm conflitos internos que os têm mantido concentrados no interior do país. Alguns destes conflitos, como o preconceito contra os uigures, por exemplo, podem levar a China a uma batalha com o mundo islâmico que poderia se espalhar pela Ásia Central.
Estados Unidos
Sem dúvida alguma, o país mais perigoso, arrogante e agressivo do planeta. Geralmente, acredita-se que os Estados Unidos são uma força para o bem do mundo. No entanto, o país que mais agressivamente atingiu o mundo militarmente, na última década, foram os Estados Unidos. Aliás, os EUA, provavelmente, são a nação do planeta que mais se envolveu em guerras na História, (proporcionalmente aos seus poucos 520 anos de existência), desde a guerra da independência, a da secessão, a guerra hispano-americana, a primeira guerra mundial, a segunda, a guerra da Coreia, a do Vietnã, a guerra do Golfo, a do Afeganistão e talvez outras que a memória não guardou. Além disso, ninguém tem mais poder do que os Estados Unidos. Isso significa que ninguém pode causar mais estragos no mundo.

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